Um dia perfeito
18 18UTC Junho 18UTC 2009
“Quase morri
Há menos de vinte e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças”.
Sabe quando a gente fica com uma música na cabeça? Sim, acontece com todo mundo. Aliás, muitas vezes são músicas muito chatas ou muito ruins. Aquele pagode que você detesta que toda o tempo todo na rádio, ou no trajeto do ônibus, ou que alguém insiste em reproduzir. Bem, não era esse o meu caso hoje. Não o da música ruim, mas sim o da música na cabeça. Mas era uma música legal e que fazia tempão que eu não ouvia. Dia perfeito, Legião Urbana.
Não lembro direito quando foi que apareceu. Esteve martelando minha cabeça o dia todo. Terá tido alguma relação com a perfeição do meu dia? Não, impossível. Meu dia foi muito mais perfeito que o da música.
Não é todo dia que se acorda e se briga com o pessoal do setor das cópias pra garantir um material para uma atividade. Atividade que começa às 10h. Material fica pronto quase 11h. Ok, superado. Bate-bocas desnecessários também superados. Aí você vai fazer uma foto perfeita e cai um tombo cinematográfico e ainda quebra a câmera… calma, pode piorar… o joelho esquerdo pode ficar lesionado, roxo mesmo, esfolado. Ah, e pra completar o pé direito contorcido. Mas tudo bem, isso não é nada. Porque nesse mesmo dia você descobre que não tem mais uma profissão.
Bem, antes de voltar ao trabalho (sim, trabalho ainda há!), que tal passar em casa, tomar um banho, se recompor da queda e melhorar o estado de espírito?! Ótima idéia. E aí, depois de subir 10 andares (de elevador! O bendito continuou funcionando!), onde está a chave de casa? TRIIIIIM TRIIIIIM. Toca o telefone de casa e ninguém atende. A porta, o corredor, todos ouvem que não há interlocutor pra minha chamada. Tento uma nova ligação. Agora me respondem: “sim, tu esqueceu a chave na tua mesa de trabalho”. Aff! Ok, mas a vida continua. Já é quase uma da tarde, depois de sentar na escada e refletir, bate a fome e almoçar pode ser uma boa idéia.
Vamos lá, subir dois lances de escada para descobrir que o restaurante (que era o mais próximo) não aceita cartão e você só tem 5 pila no bolso. Solidariedade! Eis uma virtude admirável. “Pode me pagar outro dia”, diz o simpático dono, que é também o caixa do restaurante. Mas não sou de ficar devendo. Conto as moedinhas ainda à mesa e consigo fechar R$ 6,75. Ótimo! O almoço foi bom, o dia pode melhorar. Otimismo! Ele ainda tem força pra existir!
Mas quando a nuvem preta está sobre a cabeça não é bem assim pra se livrar da maldição. Murphy disse: “hoje o dia é para ti minha filha!” E aí fico eu, meia hora numa parada de ônibus, esperando uma linha que passa de 15 em 15 minutos.
Ó, não é fácil mas sobrevivi.
Já pensou se essa fosse uma história real? Pois é, ela foi! (Mas sei que não estou sozinha.. você também tem os seus dias! Não adianta disfarçar!!!). Bem, se o dia melhorou no final, o final da música também me consola:
“Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar”
(Ei Murphy, essa é pra ti! Bléeee!)
Tudo muda o tempo todo
6 06UTC Maio 06UTC 2009

Apesar de todas as afirmações que se diziam definitivas, a única verdade permanente é que tudo muda. Tudo muda o tempo inteiro. E a gente muda. Mesmo quando tudo parece tão monótono, rotineiro e igual. E as pessoas mudam, e isso pode nos custar algum tempo… tempo para perceber – e se conformar – com mudanças que não queríamos… mas que fogem da nossa alçada!
Eu olho pela janela todo dia, e por mais que a paisagem pareça sempre igual, se eu prestar bastante atenção nos detalhes, posso ver as diferenças. Aquela noiva pousando para fotos no viaduto, com o charmoso carro antigo não está sempre ali. E aquele é um momento único para ela – e para o noivo. Pode ser que eles vivam juntos e felizes, com eventuais brigas, até que a morte os separe. Mas pode ser que se separem no ano que vem por não mais se aturarem.
Pode ser que se eu ficar muito tempo longe, quando voltar para casa, verei que meus amigos não são os mesmo de quando eu saí de lá. (Aliás, isso é certo que acontecerá… Já dizia a passagem tão sábia e conhecida de Heráclito sobre o homem e o rio). E estar longe é interessante por ser ruim e bom. Bom por conseguirmos distanciamento para ver as coisas de outras formas, valorizá-las e até sofrer por amor! Ruim não só pela saudade, vontade de estar junto. Ruim porque nunca mudamos sozinhos. As experiências, as trocas, é que somam e nos mudam, de forma individual e ao mesmo tempo coletiva. E estar longe é não participar dessas trocas. É ter outras trocas e me sentir distantes dos meus, sempre meus, que agora me matam de saudade.
Abrindo caminhos
28 28UTC Abril 28UTC 2009
- Astra invade escadaria do viaduto Otávio Rocha
Astra invade escadaria do viaduto Otávio Rocha
Estou postando às 19h18min e o carro segue ali! Notícias bizarras em primeira mão! hahaha
Da janela lateral… ouço vozes!
26 26UTC Março 26UTC 2009
“Da janela lateral
Do quarto de dormir”
A música, que descubro agora que tem letra do Lô Borges e Fernando Brant, seguiria com “vejo uma igreja um sinal de glória/ Vejo um muro branco e um vôo pássaro/Vejo uma grade, um velho sinal…”
Adoro a música, mas acho que isso não vem ao caso agora… Bem, desde que me mudei, há cerca de um mês, para um apartamento com uma vista linda, não paro de pensar nela . Ok, já deve ter dado pra perceber. O primeiro verso é a inspiração do nome do blog! Mas da minha janela lateral eu mais ouço do que vejo!
Ontem à noite estava no meu quarto quando ouvi gritos. Na hora deu pra perceber que era uma briga entre dois homens. Fui direto para a sacada. Minha irmã e meu cunhado também. Sem descobrir de que apartamento os brigões trocavam chingamentos, vimos, aos poucos, dezenas de vizinhos se somarem à condição de curiosos conosco. Acho que ninguém descobriu nada. Duas horas depois, quando fui dormir, ainda ouvia gritos. Não sei se entenderam-se, cansaram ou se mataram (vai saber!).
Hoje o som que vem da janela tá mais agradável. Uma boa musiquinha instrumental. Sambinhas antigos. E desta vez, ufa!, pude ver daonde vinha o som: da escadaria da Borges, que enxergo da minha janela lateral a ela! É a gravação de um filme. Compartilho a foto aí em cima!
Faz pouco mais de um mês que estou aqui e já vi no mínimo três gravações ali. Mas de VT’s (o do Zaffari, pra quem mora em Porto Alegre) e de vídeos universitários. Desta vez parece ser mesmo um filme.Muita gente, super produção. EPTC interditou a escadaria. Já passa da meia noite e acho que eles adentrarão madrugada!
Muito legal! Eu ficaria horas espiando da janela… e tentando descobrir o nome do filme.. pra depois assistir e me exibir: “eu vi essa cena ser gravada!”. Ok, então tá valendo… quem souber de um filme com tocadores de instrumentos que usam cartolas e camisas listradas, avisa aí! Eu pago uma bala! hahahaha (as pessoas da produção estão usando camisetas do filme, mas não consigo ler!)
É, a curiosidade move mesmo as pessoas. Pretendo compartilhar coisas que vejo da minha janela… posso ver algo interessante algum dia, como viu o Dudu nessa semana (risos!). E se você entrar aqui, pode descobrir em primeira mão!
Ok, sem chantagens, bem vindo ao meu mais novo blog.. acho que o quinto mais ou menos. Desta vez vou tentar mantê-lo! Valeu pela visita!







